Pois é, a seleção musical pré 40 não rolou, não rolou porque naquela época eu estava em um bode fenomenal. Sem saco para escrever aqui ou em qualquer lugar, mas…
O melhor de um blog como esse é o total descompromisso com audiências e, sobretudo, a ausência de filtro. Ter o direito de escrever sem se importar com quem lerá dá uma liberdade de ação absurda. Dá pra abrir o coração sem medo de ser piegas, vomitar mágoas que causariam câncer sem ofender diretamente ninguém e, principalmente, aliviar o coração.
Amo passado nesta época eu estava meio triste e meio feliz. Triste pois havia finalizado uma relação de 5 anos, feliz, pois havia optado investir em uma relação bem mais simples e descomplicada, que há dois anos levava com um grande amigo. A verdade que os romances eram complementares e quando finalizei um, fiquei capenga, mas tentei seguir, apostar, investir, mesmo não sendo o romance ideal…
A vida é irônica e naturalmente fez a seleção, não eu, mas ele. Ele se apaixonou por outra e acabou com a nossa relação que, na verdade sempre foi muito mais de amizade e sexo do que um relacionamento propriamente dito.
No entanto, a vida é feita de ritos, como diria o Pequeno príncipe, e eu estava acostumada aos nossos ritos, à amizade com um tanto quanto estava acostumada com a relação viciada que vivia com o outro. E o ano de 2010 foi um dos piores da minha vida, veio a crise dos 40 (que ainda não passou apesar da idade ter chegado) e eu me vi retomando os meus rituais.
Aos poucos as relações foram retomadas, estão longe de ser o que eram, mas acho melhor assim. Com o amigo, o melhor da nossa amizade, com o amante, o melhor do nossos sexo.
Se estou satisfeita? Não, queria ter virado a página, mas… Continuo presa a um romance ruim.
PS – Esses meninos deste grupo vocal, On The Rocks, são sensacionais.